quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Enquetes 2

Chegamos ao final de mais uma enquete, e os resultados mais uma vez me deixam satisfeito. Foram 31 respostas a pergunta "Quem são vocês?" e os resultados são estes: Educador Físico, 15 votos (48%); Fisioterapeuta, 3 votos (9%); Nutricionistas, 2 votos (6%); Médico, 3 votos (9%); Outros área da saúde, 3 votos (9%); Atletas / praticantes, 3 votos (9%); e Outros / blogueiros, 2 votos (6%). Agradeço a participação de todos, e aguardem a próximo enquete!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Resumo

J Appl Physiol 92: Vol. 92, Issue 3, 1300-1309, March 2002

Effect of exercise training at different intensities on fat metabolism of obese men

Dorien P. C. Van Aggel-Leijssen, Wim H. M. Saris, Anton J. M. Wagenmakers, Joan M. Senden, and Marleen A. Van Baak

Department of Human Biology, Nutrition, Toxicology, and Environmental Research Institute, Maastricht University, 6200 MD Maastricht, The Netherlands
The present study investigated the effect of exercise training at different intensities on fat oxidation in obese men. Twenty-four healthy male obese subjects were randomly divided in either a low- [40% maximal oxygen consumption ( O2 max)] or high-intensity exercise training program (70% O2 max) for 12 wk, or a nonexercising control group. Before and after the intervention, measurements of fat metabolism at rest and during exercise were performed by using indirect calorimetry, [U-13C]palmitate, and [1,2-13C]acetate. Furthermore, body composition and maximal aerobic capacity were measured. Total fat oxidation did not change at rest in any group. During exercise, after low-intensity exercise training, fat oxidation was increased by 40% (P < 0.05) because of an increased non-plasma fatty acid oxidation (P < 0.05). High-intensity exercise training did not affect total fat oxidation during exercise. Changes in fat oxidation were not significantly different among groups. It was concluded that low-intensity exercise training in obese subjects seemed to increase fat oxidation during exercise but not at rest. No effect of high-intensity exercise training on fat oxidation could be shown.
low intensity; stable isotopes; acetate correction factor; [13C]palmitate

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Mensagem

Fim de ano não é fácil, e por conta disso o blog ficou parado um tempo, mas em breve retomaremos o trabalho, enquanto isso desejo a todos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo, com muita saúde, paz, amor e sucesso!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Investimentos em Ciência e Tecnologia

Vamos aguardar então...

Lula diz que investir em ciência e tecnologia dá retorno

Presidente promete reajuste de 20% em bolsas de mestrado e doutorado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira, no seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, o plano do governo para investimento em ciência, tecnologia e inovação voltado ao desenvolvimento do país. Lula salientou que de 2008 até 2010 deverá ser investido no setor cerca de R$ 41 bilhões em pesquisa e capacitação científica. Para ele, o investimento em tecnologia dará retorno ao Brasil. A meta, segundo presidente, é aumentar o dinheiro aplicado no setor de 1,02% para 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país.

Lula disse ainda que haverá um reajuste de 20% nas bolsas de mestrado e doutorado a partir de março de 2008: as de mestrado passarão de R$ 940 para R$ 1.200 e as de doutorado, de R$ 1.340 para R$ 1.800.

Ele entende que os investimentos no setor podem "fazer com que o Brasil se torne mais senhor da situação em ciência, tecnologia e inovação". Também salientou que as descobertas científicas podem tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional. — O Brasil não pode ser um país que tenha uma base forte nas suas exportações de produtos in natura, de grãos, de minério de ferro. É importante que a gente transforme isso em produtos sofisticados para que a gente possa ganhar mais dinheiro com as nossas exportações.

Ele ressaltou que "o Brasil hoje fabrica avião, e só fabrica avião porque investimos em tecnologia um tempo atrás."

— Hoje, nós estamos colhendo o produto de ter uma empresa altamente sofisticada e competitiva como a Embraer - a Empresa Brasileira de Aeronáutica.

AE

http://www.clicrbs.com.br/

sábado, 17 de novembro de 2007

Anatomia - Dissecação de Rato

Para quem está estudando anatomia, nos sites abaixos tem ótimas imagens de dissecações de ratos... Divirtam-se!

http://a-s.clayton.edu/biology/biol1151L/lab02/rats.htm
http://www.cegep-ste-foy.qc.ca/profs/gbourbonnais/revlabo/rat/rat1.htm
http://sciences.aum.edu/bi/bi2100/cadams/dissections.html
http://www.cccmkc.edu.hk/~kei-kph/Rat%20dissection/Rat%20dissection%20menu.htm
http://www.umanitoba.ca/faculties/science/biological_sciences/lab16/


Resumo da Semana

1: Int J Obes Relat Metab Disord. 1997 Oct;21(10):941-7.

A meta-analysis of the past 25 years of weight loss research using diet, exercise or diet plus exercise intervention.

Miller WC, Koceja DM, Hamilton EJ.
George Washington University Medical Center, Washington DC 20052, USA.

OBJECTIVE: The therapeutic effectiveness of diet, exercise, and diet plus exercise for weight loss in obesity was determined. DATA SOURCES: All human research reported in English, published in peer-reviewed scientific journals within the past 25 y was reviewed. STUDY SELECTION: Acceptance criteria (n = 493 from > 700 studies) were that a therapeutic ntervention of diet, exercise or diet plus exercise was employed, specifically for weight reduction in obese adult humans and that weight change was reported numerically. Only aerobic exercise studies were included, while drug, hormone and surgical treatments were excluded. DATA EXTRACTION: All data were extracted by the same investigator from the original research report. Except for gender and program type, all extracted data were numerical. DATA SYNTHESIS: ANOVA, with a Newman-Keuls post hoc test, was used to determine differences among programs (P < 0.05). One analysis was
performed on the group mean data and one based on effect sizes. Analyses were repeated using initial body weight, initial percent body fat and program length, as covariates. RESULTS: Primarily, subjects aged 40 y have been studied (39.5 +/- 0.4 y, mean +/- s.e.m.) who are only moderately obese (92.7 +/- 0.9 kg, 33.2 +/- 0.5 body mass index (BMI), 33.4 +/- 0.7% body fat); for short durations (15.6 +/- 0.6 weeks). Exercise studies were of a shorter duration, used younger subjects who weighed less, had lower BMI and percentage body fat values, than diet or diet plus exercise studies. Despite these differences, weight lost through diet, exercise and diet plus exercise was 10.7 +/- 0.5, 2.9 +/- 0.4* and 11.0 +/- 0.6 kg, respectively. However, at one-year follow-up, diet plus exercise tended to be the superior program. Effect size and covariate analyses revealed similar program differences. CONCLUSION: Weight loss research over the past 25 y has been very narrowly focused on a middle age population that is only moderately obese, while the interventions lasted for only short periods of time. The data shows, however, that a 15-week diet or diet plus exercise program, produces a weight loss of about 11 kg, with a 6.6 +/- 0.5 and 8.6 +/- 0.8 kg maintained loss after one year, respectively.

Pirâmide Alimentar

Já que eu havia postado a Pirâmide da Atividade Física, ai vai a Pirâmide Alimentar, esta eu retirei do Guia Prático de Prevenção Cardiovascular, que vocês podem encontrar no link abaixo.
http://prevencao.cardiol.br/programa/material.asp

sábado, 10 de novembro de 2007

Dica de Site


Portal Periódicos (CAPES)

Professores, pesquisadores, alunos e funcionários de 163 instituições de ensino superior e de pesquisa em todo o País têm acesso imediato à produção científica mundial atualizada através deste serviço oferecido pela CAPES.

O Portal .periodicos. CAPES oferece acesso aos textos completos de artigos de mais de 11.419 revistas internacionais, nacionais e estrangeiras, e a mais de 90 bases de dados com resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento. Inclui também uma seleção de importantes fontes de informação acadêmica com acesso gratuito na Internet.

O uso do Portal é livre e gratuito para os usuários das instituições participantes. O acesso é realizado a partir de qualquer terminal ligado à Internet localizado nas instituições ou por elas autorizado.

Todos os programas de pós-graduação, de pesquisa e de graduação do País ganham em qualidade, produtividade e competitividade com a utilização do Portal que está em permanente desenvolvimento.

http://www.periodicos.capes.gov.br

Cellular and Molecular Processes

Na outra postagem eu havia falado sobre o Mapa Metabólico, no mesmo site (ExPASy), vocês também podem encontrar este interessante mapa dos processos celulares e moleculares.


quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Resumo da Semana

BMJ. 2002 Aug 31;325(7362):468.

Effects of stretching before and after exercising on muscle soreness and risk of injury: systematic review.

Herbert RD, Gabriel M.
School of Physiotherapy, University of Sydney, PO Box 170, Lidcombe, New South Wales 1825, Australia. R.Herbert@fhs.usyd.edu.au

OBJECTIVE: To determine the effects of stretching before and after exercising on muscle soreness after exercise, risk of injury, and athletic performance. METHOD: Systematic review. DATA SOURCES: Randomised or quasi-randomised studies identified by searching Medline, Embase, CINAHL, SPORTDiscus, and PEDro, and by recursive checking of bibliographies. MAIN OUTCOME MEASURES: Muscle soreness, incidence of injury, athletic performance. RESULTS: Five studies, all of moderate quality, reported sufficient data on the effects of stretching on muscle soreness to be included in the analysis.
Outcomes seemed homogeneous. Stretching produced small and statistically non-significant reductions in muscle soreness. The pooled estimate of reduction in muscle soreness 24 hours after exercising was only 0.9 mm on a 100 mm scale (95% confidence interval -2.6 mm to 4.4 mm). Data from two studies on army recruits in military training show that muscle stretching before exercising does not produce useful reductions in injury risk (pooled hazard ratio 0.95, 0.78 to 1.16). CONCLUSIONS: Stretching before or after exercising does not confer protection from muscle soreness. Stretching before exercising does not seem to confer a practically useful reduction in the risk of injury, but the generality of this finding needs testing. Insufficient research has been done with which to determine the effects of stretching on sporting performance.


Dica de Site

A division of the Stanford University Libraries, HighWire Press hosts the largest repository of high impact, peer-reviewed content, with 1067 journals and 4,500,411 full text articles from over 130 scholarly publishers. HighWire-hosted publishers have collectively made 1,805,416 articles free. With our partner publishers we produce 71 of the 200 most-frequently-cited journals.


Excelente site, com muitos artigos free, se estiver procurando um artigo completo, aqui pode ser um bom começo.

Enquetes

Com aproximadamente 2 meses de blog, encerra-se a primeira enquete (Como você classifica a iniciativa deste blog?) e o resultado me deixa bastante satisfeito e animado para continuar essa experiência. Foram 42 votos, sendo: 0 votos (0%) para ruim, 2 votos (4%) para regular, 4 votos (9%) para boa e 36 votos (85%) para muito boa. Obrigado e continuem participando das próximas enquetes.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Brasil sem Nobel

Eu não poderia deixar passar em branco este assunto. A nota acima saiu no editorial da Folha de São Paulo de 14 de outubro.

domingo, 28 de outubro de 2007

Hino de Portugal

Hino Nacional de Portugal no Campeonato Mudial de Rugby 2007. Deixo aqui postado mais este momento emocionante proporcionado pelo esporte. E também como uma homenagem pelas visitas dos colegas portugueses. Quem dera um dia vermos os brasileiros cantado o hino asssim.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Poder

"Na sociedade industrial, o poder dependia da posse dos meios de produção (fábricas). Na sociedade pós-industrial, o poder depende da posse dos meios de ideação (laboratórios) e de informação (comunicação de massa). A América é potente não porque possua a Ford ou Microsoft, mas porque possui universidades, laboratórios de pesquisa, o cinema e a CNN. A Microsoft é muito mais importante pela sua pesquisa do que pela sua produção".

Domenico De Masi (O ócio criativo)

sábado, 20 de outubro de 2007

Resumo da Semana

Am J Cardiol. 2007 Mar 1;99(5):743-4. Epub 2007 Jan 11.

Exercise-induced hypertension, endothelial dysfunction, and coronary artery
disease in a marathon runner.

Goel R, Majeed F, Vogel R, Corretti MC, Weir M, Mangano C, White C, Plotnick GD, Miller M.
Department of Medicine, Duke University School of Medicine, Durham, North
Carolina, USA.

Aerobic activity performed on a regular basis is 1 of several lifestyle recommendations endorsed to reduce risk of coronary disease. However, 1 potential concern of arduous aerobic activity is exercise-induced hypertension. This is the first case to our knowledge, of accelerated coronary calcification in an otherwise asymptomatic middle-aged male marathon runner devoid of traditional cardiovascular risk factors. As a consequence of exercise-induced hypertension and associated oxidative stress, improvement of endothelial dysfunction occurred after antioxidant supplementation. In conclusion, vigorous aerobic activity in susceptible individuals may promote oxidative stress and coronary atherosclerosis.

Dica de Site

O Google Acadêmico fornece uma maneira simples de pesquisar literatura acadêmica de forma abrangente. Você pode pesquisar várias disciplinas e fontes em um só lugar: artigos revisados por especialistas (peer-rewiewed), teses, livros, resumos e artigos de editoras acadêmicas, organizações profissionais, bibliotecas de pré-publicações, universidades e outras entidades acadêmicas. O Google Acadêmico ajuda a identificar as pesquisas mais relevantes do mundo acadêmico.

Não deixem de dar uma olhada na Ajuda do Google Acadêmico para tirar suas dúvidas, e aproveitar todos os recursos que ele ofecere. O trecho abaixo faz parte da ajuda, mas achei interessante coloca-lo aqui.

Por que estão pedindo que nós sejamos "Carregados nos ombros de gigantes"? Você são mesmo gigantes?
Não chegamos nem perto de ser gigantes. Sabemos que grande parte da pesquisa acadêmica se baseia em descobertas anteriores, feitas por outras pessoas. Essa frase é um convite, e foi tirada da famosa citação de Isaac Newton, "Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes."

Você pode pesquisar no Google Acadêmico, diretamente através do blog, na caixa na barra lateral.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Qualis

Qualis é uma lista de veículos utilizados para a divulgação da produção intelectual dos programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), classificados quanto ao âmbito de circulação (Local, Nacional, Internacional) e à qualidade (A, B, C), por área de avaliação. A Capes utiliza o Qualis para fundamentar o processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação.

O aplicativo que permite a consulta ao Qualis das áreas, bem como a divulgação dos critérios utilizados para a classificação de periódicos e anais em 2007, ano-base 2006, é o WebQualis.

http://qualis.capes.gov.br/webqualis/

Humor

Um pouco de humor para relaxar, não resisti... Você pode se divertir bastante com o ótimo livro do Nani "É grave doutor?", da L&PM Pocket.

sábado, 13 de outubro de 2007

Med Sci Sports Exerc. 2003 Mar;35(3):456-64.

A meta-analysis to determine the dose response for strength development.

Rhea MR, Alvar BA, Burkett LN, Ball SD.
Department of Exercise and Wellness, Arizona State University, Mesa, AZ 85212, USA. matthew.rhea@asu.edu

PURPOSE: The identification of a quantifiable dose-response relationship for strength training is important to the prescription of proper training programs. Although much research has been performed examining strength increases with training, taken individually, they provide little insight into the magnitude of strength gains along the continuum of training intensities, frequencies, and volumes. A meta-analysis of 140 studies with a total of 1433 effect sizes (ES) was carried out to identify the dose-response relationship. METHODS: Studies employing a strength-training intervention and containing data necessary to calculate ES were included in the analysis. RESULTS: ES demonstrated different responses based on the training status of the participants. Training with a mean intensity of 60% of one repetition maximum elicits maximal gains in untrained individuals, whereas 80% is most effective in those who are trained. Untrained participants experience maximal gains by training each muscle group 3 d.wk and trained individuals 2 d.wk. Four sets per muscle group elicited maximal gains in both trained and untrained individuals. CONCLUSION: The dose-response trends identified in this analysis support the theory of progression in resistance program design and can be useful in the development of training programs designed to optimize the effort to benefit ratio.

Pirâmide da Atividade Física


Essa é a Pirâmide da Atividade Física, do programa "Mexa-se: desporto para todos", do Instituto do Desporto de Portugal. Uma boa iniciativa para incentivar as pessoas a sair do sedentarismo.

Dica de Site

BIREME OPAS OMS

BIREME é um Centro Especializado da OPAS, estabelecido no Brasil desde 1967, em colaboração com Ministério de Saúde, Ministério da Educação , Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e Universidade Federal de São Paulo.

Fundamentos

Os principais fundamentos que dão origem e suporte à existência da BIREME são os seguintes:

  • O acesso à informação científico-técnica em saúde é essencial para o desenvolvimento da saúde.
  • A necessidade de desenvolver a capacidade dos países da América Latina e do Caribe de operar as fontes de informação científico-técnica em saúde de forma cooperativa e eficiente.
  • A necessidade de promover o uso e de responder às demandas de informação científico-técnica em saúde dos governos, dos sistemas de saúde, das instituições de ensino e investigação, dos profissionais de saúde e do público em geral.
Missão

Contribuir ao desenvolvimento da saúde fortalecendo e ampliando o fluxo de informação em ciências da Saúde.


http://www.bireme.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Frases

"Só não lavei as mãos. E por isso que me sinto cada vez mais limpo".


Quem me falou sobre essa frase foi o Júnior (www.coltri.com.br), um dia desses. É de uma música do Ivan Lins (Daquilo que eu sei), e é uma boa dica para o nossa atuação no dia-a-dia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Biochemical Pathways - Metabolic

Este mapa metabólico serve para ilustrar um pouco a complexidade do organismo humano, e porque devemos ter cuidado ao fazer afirmações lineares, principalmente, quando o assunto é o metabolismo. Vocês podem acessar o mapa em detalhes no site ExPASy.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Resumo da Semana

Metabolism. 1994 Jul;43(7):814-8.

Impact of exercise intensity on body fatness and skeletal muscle metabolism.

Tremblay A, Simoneau JA, Bouchard C.

Physical Activity Sciences Laboratory, Laval University, Ste-Foy, Quebec, Canada.

The impact of two different modes of training on body fatness and skeletal muscle metabolism was investigated in young adults who were subjected to either a 20-week endurance-training (ET) program (eight men and nine women) or a 15-week high-intensity intermittent-training (HIIT) program (five men and five women). The mean estimated total energy cost of the ET program was 120.4 MJ, whereas the corresponding value for the HIIT program was 57.9 MJ. Despite its lower energy cost, the HIIT program induced a more pronounced reduction in subcutaneous adiposity compared with the ET program. When corrected for the energy cost of training, the decrease in the sum of six subcutaneous skinfolds induced by the HIIT program was ninefold greater than by the ET program. Muscle biopsies obtained in the vastus lateralis before and after training showed that both training programs increased similarly the level of the citric acid cycle enzymatic marker. On the other hand, the activity of muscle glycolytic enzymes was increased by the HIIT program, whereas a decrease was observed following the ET program. The enhancing effect of training on muscle 3-hydroxyacyl coenzyme A dehydrogenase (HADH) enzyme activity, a marker of the activity of beta-oxidation, was significantly greater after the HIIT program. In conclusion, these results reinforce the notion that for a given level of energy expenditure, vigorous exercise favors negative energy and lipid balance to a greater extent than exercise of low to moderate intensity. Moreover, the metabolic adaptations taking place in the skeletal muscle in response to the HIIT program appear to favor the process of lipid oxidation.

Dica de Site

Mais um Open Access...

Bioline International is an electronic publishing service, founded in 1993. It is operated by bioscientists and librarians who believe that scientific information can be distributed more widely, more cheaply and with added scientific value using electronic means.

http://www.bioline.org.br/

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Fair Play

Há três semanas atrás o Leicester City enfrentava o Nottingham Forest pela segunda fase da Copa da Liga Inglesa, quando o zagueiro Clive Clark, do Leicester teve uma parada cardíaca e teve que ser levado para um hospital, o jogo foi interrompido com o placar de 1 a 0 para o Forest. A partida foi remarcada para esta terça (18/09/2007), com o placar marcando novamente 0 a 0. O Leicester então considerou justo conceder ao Forest o gol que havia sido marcado no jogo anterior, assim logo na saída, o goleiro do Forest avançou com a bola, sem ser incomodado por ninguém e fez novamente 1 a 0. Um exemplo que deve entrar para a história do esporte. Em tempo, Clive está em recuperação e passa bem, o jogo terminou 3 a 2 para o Leicester.


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Saúde é o que interessa

Este texto não é recente, é da Revista Veja de 31 de julho de 1991. A qualidade da cópia também não. Mas o conteúdo continua excelente e atual.

Resumo da Semana

J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2006 Jan;61(1):72-7.

Strength, but not muscle mass, is associated with mortality in the health, aging and body composition study cohort.

Newman AB, Kupelian V, Visser M, Simonsick EM, Goodpaster BH, Kritchevsky SB, Tylavsky FA, Rubin SM, Harris TB.
University of Pittsburgh, Department of Epidemiology, 130 N. Bellefield Avenue, Room 532, Pittsburgh, PA 15213, USA. newmana@edc.pitt.edu

BACKGROUND: Although muscle strength and mass are highly correlated, the relationship between direct measures of low muscle mass (sarcopenia) and strength in association with mortality has not been examined.

METHODS: Total mortality rates were examined in the Health, Aging and Body Composition (Health ABC) Study in 2292 participants (aged 70-79 years, 51.6% women, and 38.8% black). Knee extension strength was measured with isokinetic dynamometry, grip strength with isometric dynamometry. Thigh muscle area was measured by computed tomography (CT) scan, and leg and arm lean soft tissue mass were determined by dual energy x-ray absorptiometry (DXA). Both strength and muscle size were assessed as in gender-specific Cox proportional hazards models, with age, race, comorbidities, smoking status, level of physical activity, fat area by CT or fat mass by DXA, height, and markers of inflammation, including interleukin-6, C-reactive protein, and tumor necrosis factor-alpha considered as potential confounders.

RESULTS: There were 286 deaths over an average of 4.9 (standard deviation = 0.9) years of follow-up. Both quadriceps and grip strength were strongly related to mortality. For quadriceps strength (per standard deviation of 38 Nm), the crude hazard ratio for men was 1.51 (95% confidence interval, 1.28-1.79) and 1.65 (95% confidence interval, 1.19-2.30) for women. Muscle size, determined by either CT area or DXA regional lean mass, was not strongly related to mortality. In the models of quadriceps strength and mortality, adjustment for muscle area or regional lean mass only slightly attenuated the associations. Further adjustment for other factors also had minimal effect on the association of quadriceps strength with mortality. Associations of grip strength with mortality were similar.

CONCLUSION: Low muscle mass did not explain the strong association of strength with mortality, demonstrating that muscle strength as a marker of muscle quality is more important than quantity in estimating mortality risk. Grip strength provided risk estimates similar to those of quadriceps strength.

sábado, 15 de setembro de 2007

Doutorado

Doutor: Por mérito sim, por decreto não

Almeida, Gil Lúcio

Quando comparados com outros países em desenvolvimento, no Brasil são poucos os que terminam a graduação em um curso de nível superior. Por outro lado, infelizmente ainda somos um dos campeões quando se trata do índice de analfabetismo. Dizem que "em um país de cego quem tem um olho é rei". Parece que na terra de Carlos Chagas, alguns profissionais abusaram desse dito, quando tratam de informar ao consumidor de seus serviços, as suas verdadeiras titulações acadêmicas.

[Este artigo é imperdível, vocês podem encontrá-lo na íntegra no site www.artigocientifico.com.br]

Dica de Site


O Projeto Artigo Científico visa divulgar o conhecimento científico e integrar a comunidade científica brasileira através de um amplo banco de dados online de artigos científicos. Nele, os pesquisadores, contam com um website pessoal com suas publicações, currículos, dados para contato e sistema de comentários a fim de quantificar e avaliar a aplicabilidade do conhecimento gerado pela pesquisa no Brasil.

O portal cria um elo de comunicação entre a população e os pesquisadores, geradores do conhecimento científico brasileiro. Os artigos científicos são divulgados facilmente e passam a fornecer importantes dados estatísticos aos pesquisadores e instituições que fomentam as pesquisas no Brasil.

Os idealizadores e responsáveis pelo projeto são: Paulo Alberto Crestani, aluno do curso de agronomia da Universidade Federal de Santa Catarina e Michele Moresco Crestani, aluna do curso de odontologia também da Universidade Federal de Santa Catarina, além de uma equipe de moderadores coordenada por Carlos Roberto, academico do Curso de Engenharia Agronômica pela Universidade Regional Do Noroeste Do Estado Do Rio Grande Do Sul - UNIJUÍ.

O portal não está associado a nenhuma instituição governamental. É um projeto que vislumbra desenvolver uma nova forma de veiculação do conhecimento científico no Brasil, tornando disponível para toda população brasileira o acesso às pesquisas científicas. Neste momento, em que o portal conquistou seu espaço no meio científico brasileiro, buscamos apoio frente a instituições para aprimorar ainda mais os recursos oferecidos pelo portal.

Nos próximos dias, estarão disponíveis no portal novos recursos como agenda de eventos, diretório de links, serviço de acompanhamento de áreas do conhecimento onde os visitantes serão notificados via e-mail a cada nova publicação, além de uma comunidade científica com grupos de discussão sobre os mais diversos assuntos do meio científico.

http://www.artigocientifico.com.br/

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Brasil lidera no consumo de emagrecedores

Brasil lidera no consumo de emagrecedores

Fernanda Aranda
AE/São Paulo

O Brasil é campeão absoluto no consumo de remédios para emagrecer, à frente de potências como Estados Unidos França e Canadá. Por conta disso, o País levou até um puxão de orelha dos representantes da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o último relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão independente da ONU, a utilização de inibidores de apetite no Brasil cresceu em 37% no período de um ano. Enquanto em 2004, eram 9,1 doses diárias desse tipo de remédio consumidas em um grupo de mil habitantes, no ano seguinte, o índice saltou para 12,5 doses por dia.

"Pelos novos dados do Jife, significa que todos os dias são ingeridas 2,4 milhões de doses de remédios (chamados anorexígenos). É um consumo exagerado, abusivo e até irresponsável", esbraveja o diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), Elisaldo Carlini. "Fizemos levantamento em São Caetano do Sul e Diadema e em um ano foram 100 mil prescrições. Os que mais receitaram esse tipo de remédio foram clínicos gerais e médicos do trabalho. Até veterinário fez a prescrição".

Para conter o uso indiscriminado de medicamentos e conseguir tirar de vez o Brasil da liderança do ranking do consumo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resolveu apertar o cerco nas prescrições.

Uma resolução foi publicada no dia 6 de setembro no "Diário Oficial da União" e determinou um novo modelo de receituário, com mais informações sobre o comprador, fornecedor e quantidades prescritas. A resolução começa a vigorar em janeiro.

A Gazeta, Cuiabá, 11 set. 2007.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Resumo da Semana

Intensity versus duration of walking, impact on mortality: the Copenhagen City Heart Study.

Original Scientific Papers

European Journal of Cardiovascular Prevention & Rehabilitation. 14(1):72-78, February 2007.
Schnohr, Peter a; Scharling, Henrik a; Jensen, Jan Skov a b

Abstract:
Background: Current recommendations prescribe that every adult should accumulate 30 min or more of moderate-intensity physical activity in leisure time, preferably all days of the week. To further support these recommendations we examined the impact of walking intensity and walking duration on all-cause mortality.

Design: Relative intensity and duration of walking were recorded in 7308 healthy women and men aged 20-93 at the third examination (1991-1994) of the Copenhagen City Heart Study. During an average of 12 years of follow-up 1391 deaths were recorded.

Results: For both sexes we found a significant inverse association between walking intensity and risk of death, but only a weak inverse association to walking duration. For women walking with average intensity, the adjusted hazard ratio (HR) of death was 0.75 [95% confidence interval (CI) 0.61-0.92; P<0.01] and walking with fast intensity 0.48 (95% CI 0.35-0.66; P<0.001) compared to women walking with slow intensity. For men the relative risks were 0.54 (95% CI 0.45-0.67; P<0.001) and 0.43 (95% CI 0.32-0.59; P<0.001), respectively.

Conclusion: Our findings indicate that the relative intensity and not the duration of walking is of most importance in relation to all-cause mortality. Thus our general recommendation to all adults would be that brisk walking is preferable to slow.

(C) 2007 European Society of Cardiology

O Brasil que pode dar certo

Aproveitando o assunto da última postagem, e se valendo de mais uma dica do blog do Márcio Gonçalves (Diário de um Doutorando), coloco abaixo um texto do professor Marcos Cavalcanti da UFRJ, publicado em 12 de julho de 2007, no jornal O Globo.


A Nova Cara da Ciência

A nova cara da ciência

Quem são os três jovens brasileiros que aparecem
na lista dos cientistas mais influentes do mundo



O mineiro Gazzinelli criou uma vacina contra a leishmaniose: trabalho citado por 7 500 pesquisadores no mundo todo.


Há três maneiras de aferir o grau de relevância de um cientista numa sociedade moderna. A primeira é saber quantos dos artigos publicados em revistas de alto nível acadêmico levam o seu nome. A segunda mede o número de vezes em que seu trabalho aparece citado por outros pesquisadores. Por fim, são contabilizados os mestres e doutores formados sob a batuta daquele cientista. Da combinação desses três medidores surge um poderoso indicador – aplicado em países da Europa, nos Estados Unidos e agora no Brasil – capaz de atestar não só o nível de um especialista e sua obra mas também seu efeito multiplicador. Um novo ranking revelou que quinze cientistas brasileiros estão entre os mais influentes do mundo, segundo esse critério. Três deles nunca haviam aparecido numa lista desse tipo. Eles chamam atenção pelos feitos científicos, todos na área da biomedicina, e pela faixa etária. Aos 40 e poucos anos, são precoces em um ambiente em que o apogeu se dá, em geral, uma década mais tarde. Por essa razão, despontam no levantamento feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o órgão de apoio à pesquisa do governo federal, como expoentes de uma nova geração de cientistas brasileiros. A pesquisa tomou como base o Scopus, banco de dados com sede na Holanda, que reúne informações de 97 países e armazena 1% dos periódicos científicos – justamente aqueles de maior repercussão internacional. É uma referência mundial.

Foi nesse seleto conjunto de publicações que o veterinário mineiro Ricardo Gazzinelli apareceu no topo, ao lado dos especialistas mais influentes do mundo em sua área: a imunologia. Pesquisador da Fiocruz e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gazzinelli está entre os melhores por ter sido o primeiro a desvendar a função de um hormônio na defesa das células contra microrganismos causadores de doenças típicas de países pobres, como a malária e o mal de Chagas. O fato lhe deu fama internacional e perspectiva de utilização prática para algo que consumiu três anos consecutivos de sua vida acadêmica. Na semana passada, Gazzinelli, cuja maior obsessão é ver sua descoberta transformada em vacinas que previnam as doenças, recebeu a notícia de que o governo federal destinará 4 milhões de reais para a fabricação de uma delas, contra a leishmaniose (espécie de micose profunda). Ele diz: "Produzir conhecimento que traga benefícios práticos às pessoas deveria ser a ambição de qualquer cientista". É certamente uma prioridade para Gazzinelli e seus dois colegas de ranking, a carioca Patricia Bozza e o mineiro Mauro Teixeira: em comum, as pesquisas dos campeões reúnem credencial básica para tomar o rumo do mercado – há demanda para elas. São raridade no Brasil. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dimensiona a distância que separa a academia do mundo real. Apenas 7% das empresas no país recorrem à universidade. Nos países da Europa esse número é quatro vezes maior.

A carioca Patrícia Bozza, especialista em inflamações: sua meta é formar novos cientistas.

Além de uma visão mais pragmática da ciência, há outros pontos que unem o trio revelado no levantamento da Capes – e eles ajudam a esclarecer os caminhos para o sucesso acadêmico. Primeiro, depreende-se de sua trajetória a lição do esforço (sim, todos varavam madrugadas em laboratórios e começaram a aventurar-se como jovens cientistas ainda na graduação). Os três têm ainda em comum passagens por universidades estrangeiras, o que lhes proporcionou contato com alguns dos melhores especialistas do mundo em suas respectivas áreas. De volta ao Brasil, até hoje eles se beneficiam da experiência. Eis o exemplo do médico Mauro Teixeira, referência mundial na pesquisa sobre processos inflamatórios, que se graduou na UFMG e fez doutorado na Universidade de Londres. Ele não só mantém vivo o intercâmbio acadêmico com pesquisadores de diferentes nacionalidades que conheceu em sua temporada fora do país – o que claramente o ajuda a distinguir-se da média – como acabou descoberto por empresas estrangeiras. Foi recentemente contratado por uma companhia suíça para desenvolver um remédio para tratar a arteriosclerose. Ganhará pelo trabalho 120.000 reais, quantia 40% mais alta do que a que recebe hoje por ano como pesquisador da UFMG. Resume Teixeira: "Cientista brasileiro precisa ser contorcionista".

Os especialistas são unânimes ao afirmar que a ciência brasileira carece de dois fatores básicos para que avance: mais investimento e um sistema de distribuição de verbas capaz de incentivar os melhores pesquisadores. Na comparação internacional, o Brasil aparece em 37º lugar num ranking que mede quanto cada país gasta com pesquisa: apenas 0,8% do PIB, no caso brasileiro, bem menos do que outros países emergentes, como a Coréia do Sul, que destina à ciência 3% de seu PIB. O segundo problema é que pesquisadores como Gazzinelli e Teixeira, reconhecidos entre os mais influentes cientistas do mundo, recebem salários semelhantes aos de pesquisadores que, do ofício, só preservam o título. "Para o Brasil se tornar mais competitivo, precisa superar a visão corporativista e atrasada de que o meio acadêmico é uma grande família", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os efeitos negativos disso se refletem na produção acadêmica. Embora o país tenha melhorado em alguns dos indicadores (veja abaixo), os brasileiros ainda são bem menos citados em publicações de relevo acadêmico do que os pesquisadores de países como a China e a Índia: o Brasil ocupa a 22ª posição nesse ranking.

O médico Mauro Teixeira: ele conseguiu vender sua pesquisa à iniciativa privada.

Nesse cenário, surpreende o fato de a carioca Patricia Bozza ter-se tornado, com apenas 40 anos, uma das mais influentes farmacologistas do mundo. Formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ela conta histórias típicas da vida de qualquer cientista no Brasil, como os meses em que passou à espera de um reagente, cujo pedido exigiu assinatura em cinco vias, ou os leilões dos quais participou para comprar algumas das máquinas que usa em sua pesquisa. Sobreviveu a tudo com um feito extraordinário no currículo: Patricia desvendou um método para medir o grau de evolução de diferentes tipos de inflamação, fundamental para o diagnóstico e o tratamento de doenças. Com uma passagem de quatro anos pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, onde completou o doutorado, ela relevou esses e outros obstáculos ao tomar a decisão de retornar ao Brasil. Como seus colegas de ranking, Patricia é menos científica ao explicar sua escolha: "Acredito que a ciência brasileira vá avançar". Ao divulgarem seus trabalhos e formarem novos pesquisadores no país, Patricia, Gazzinelli e Teixeira dão sua contribuição para isso.

Atrás dos emergentes: O Brasil melhorou em alguns dos principais indicadores usados para medir a produção científica - mais ainda perde para outros países emergentes. (Fonte: ISI, UNESCO e US Patent Office)

Patentes Internacionais: 340 (patentes requeridas em 2006) - 28º lugar no ranking mundial
Comentário: O país melhorou nesse indicador, mas num ritmo bem mais lento do que o de outros países emergentes. Pediu 18% mais patentes do que no ano anterior, período em que o número chinês cresceu 57%.

Artigos Publicados em Revistas: 1,9% (percentual em relação ao mundo) - 15º lugar no ranking mundial
Comentário: O número de artigos brasileiros nas melhores revistas científicas do mundo cresceu 33% em dois anos - o que é um bom avanço - , mas o país ainda perde para China, Índia, Rússia e Coréia do Sul nesse quesito.

Investimento em Pesquisa: 0,8% (percentual em relação ao PIB) - 37º lugar no ranking mundial
Comentário: A fatia do PIB brasileiro destinada à ciência é baixa e permaneceu inalterada nos últimos dez anos, uma década em que a China duplicou seu investimento.

Pesquisadores com Mestrado e Doutorado: 158 000 (pesquisadores em 2006) - 12º lugar no ranking mundial
Comentário: O Brasil forma novos doutores num ritmo semelhante ao de países ricos - 10 000 por ano -, mas ainda conta com um número proporcional à população inferior ao do Chile e ao da Argentina.

Antunes, Camila. A nova cara da ciência. Revista Veja. Ed. 2021, 15 de agosto de 2007.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Dica de Site



O portal de acesso livre da CAPES disponibiliza periódicos com textos completos, bases de dados referenciais com resumos, patentes, teses e dissertações, estatísticas e outras publicações de acesso gratuito na Internet selecionados pelo nível acadêmico, mantidos por importantes instituições científicas e profissionais e por organismos governamentais e internacionais.

http://acessolivre.capes.gov.br/

Notícia



Jennifer Sutton observa seu antigo coração em centro que incentiva a doação de órgãos em Londres; o transplante era a única forma de ela salvar-se de uma cardiomiopatia

UOL: últimas notícias, 4 de setembro de 2007.

sábado, 1 de setembro de 2007

Exercício, Educação Física e Saúde

O estilo de vida sedentário, má alimentação, relação excessiva com o trabalho e as facilidades da tecnologia, que nos faz ir à padaria de frente de casa de carro (!), da sociedade moderna, fez aumentar o número de doenças como diabetes, hipertensão, obesidade e doenças do coração. Devido a isto vimos crescer nos últimos anos a importância da prática de exercícios físicos para a saúde.

A prática regular de exercícios físicos é um importante fator de saúde pública. O exercício físico traz melhoras na resistência cardiorrespiratória, na força, na flexibilidade, na composição corporal, diminui a freqüência cardíaca e a pressão arterial em repouso, aumenta a densidade mineral óssea, aumenta o HDL (bom colesterol) e diminui o LDL (mau colesterol), atua favoravelmente na glicemia e na resistência a insulina, melhora a auto-estima, e inúmeros outros.

Mas para se beneficiar dos exercícios físicos, essa prática deve ser bem orientada. Toma-se como exemplo os programas de recomendações em massa como o “Mexa-se” (durante a ditadura), em que pesa estudos que após pouco tempo identificou milhares de pessoas com problemas articulares. É ai que entra a importância do Profissional de Educação Física – que comemora seu dia neste primeiro de setembro, e 9 anos da regulamentação da profissão – e de seu papel em oferecer a sociedade um serviço de qualidade, competente e científico.

Conforme o Manifesto Mundial da Educação Física (2000) da Fédération Internationale D’Education Physique (FIEP), esta deve ser compreendida como um dos direitos fundamentais de todas as pessoas, e deve promover uma educação efetiva para a saúde e ocupação saudável do tempo livre de lazer.

A Carta Brasileira de Educação Física reafirma a importância de uma Educação Física de qualidade, com vista à formação integral das pessoas e como caminho de desenvolvimento de estilos de vida ativos nos brasileiros, para que possa contribuir para qualidade de vida da população.

Ainda no campo da saúde, em equipes multiprofissionais, faz-se importante destacar o papel da Educação Física nos três níveis de prevenção de saúde. Nas ações de Prevenção Primária, de manutenção da saúde e prevenção de doenças, seu papel estaria relacionado a manter o bem-estar e a saúde em geral, ou relacionada à prevenção de alguma doença específica, como por exemplo, as doenças cardiovasculares. Nas ações de Prevenção Secundária, quando as ações visam a “prevenção do progresso” da doença, não necessariamente de caráter curativo, mas principalmente, de prevenção de um risco em potencial. Como nos casos de obesidade mórbida, diabetes, hipertensão e outras. E ainda nas ações de Prevenção Terciária, onde as ações visam a recuperação funcional, que foi reduzida pela doença. Como por exemplo, nos casos de reabilitação de lesões articulares e musculares.

Para cumprir este importante papel para sociedade o educador físico, deve possuir responsabilidade social, caráter empreendedor e compromisso ético. O Código de Ética dos Profissionais de Educação Física destaca em seu texto a importância de conhecimento técnico e científico especializado, o elevado e atualizado nível de conhecimento e da importância de manter-se informado sobre pesquisas e descobertas técnicas e científicas. Evidenciando assim, uma Educação Física, baseada em evidências, onde não há mais espaços para manifestações pessoais e idéias proposta com base na tentativa-e-erro.

Assim, a Educação Física, têm papel fundamental na promoção da saúde e qualidade de vida da população. E o educador físico tem o desafio de buscar uma formação técnica e científica, com vista a oferecer um serviço de qualidade e contribuir para a melhoria da sociedade. E é este novo papel, deste conhecido profissional que devemos comemorar neste primeiro de setembro.

João Carlos Nunes

[NUNES, João Carlos. Exercício, educação física e saúde. A Gazeta, Cuiabá, 4 set. 2007. Opinião, p. 2.]

O tal foco do cliente

Sem entrar no mérito da questão cliente ou aluno (até porque este não é um texto específico), é possível fazer uma boa reflexão sobre nosso exercício profissional, principalmente nas academias, a partir do texto abaixo.

O tal de foco do cliente

Claudinet Antônio Coltri Júnior

Em um mundo em constantes transformações, criou-se a idéia de que tudo tem que mudar rapidamente, que as coisas, idéias, conhecimentos, tornam-se obsoletos em um curto espaço de tempo. É verdade, isso está acontecendo.

Porém, as coisas, as idéias, os conceitos não têm prazo de validade, eles não podem tornar-se obsoletos simplesmente porque já faz algum tempo que foram descobertos. A obsolescência programada não se aplica ao conhecimento (até porque, para você programar a obsolescência, já deve possuir conhecimentos necessários para suplantá-la no prazo proposto).

O que ocorre é que muitas pessoas não pensam assim. Elas acham que o novo deve ser criado o tempo todo, que a roda deve ser reinventada todos os dias. Eu sempre digo que os paradigmas devem ser avaliados todos os dias, não quebrados. Só quebramos aqueles que realmente estão defasados, ultrapassados. Os atualizados devem permanecer.

Estou dizendo tudo isso devido a grande discussão que existe hoje em relação ao cliente. Estão querendo acabar com o foco no cliente e inventar o tal foco do cliente.

No foco do cliente, eu escuto o que ele fala e atendo exatamente àquilo que ele pediu. Eu tenho que respeitar o foco dele, o seu desejo. Aí ficam perguntas: será que o desejo dele é real? Será que é isso mesmo que ele quer? O que o levou a entrar na sua empresa e pedir o produto que você tem.

Há mais ou menos três semanas, eu fui a um shopping em Cuiabá para comprar uma camisa de manga comprida para o meu filho de onze anos ir ao casamento do meu irmão em São Paulo. Depois de algumas conversas e perguntas do vendedor, inclusive sobre os motivos da compra, o local do casamento, o mês (São Paulo, julho), a idade do meu filho (nunca mais iria usar a camisa), o vendedor simplesmente me orientou a não comprá-la, visto que eu iria gastar em torno de oitenta reais e, como havia grande possibilidade de fazer frio, a camisa não iria aparecer, já que meu filho precisaria usar uma blusa quente por cima. Ele perdeu a venda. Não utilizou a técnica do foco do cliente. Percebeu que o meu foco era a camisa, mas a minha necessidade não, era que o meu filho fosse bem vestido a um casamento. Ao perder a venda, mas atendendo a minha necessidade (e não o meu desejo momentâneo), ele ganhou um cliente. Fiquei realmente surpreso com sua postura, inclusive o parabenizando. Ele trabalha com foco no cliente. Busca atender as necessidades, não somente os desejos.

Atender as necessidades pode fazer você ganhar vendas, também. Quando, por exemplo, você chega a um estabelecimento e pede a marca de refrigerante "x", não quer dizer, necessariamente, que você queira tomar aquela marca de refrigerante. Pode ser que você esteja com sede, e, não tendo a marca que você solicitou, o vendedor pode oferecer outra que venha satisfazer a sua necessidade, ou seja, matar a sua sede. Com o foco do cliente, neste caso, só a concorrência pode te atender, visto que ele não tem a marca de refrigerante solicitada. Você pode me dizer: "É, neste caso ele perdeu a venda, como no outro (caso da loja de camisas)". É verdade, mas no caso da camisa, a loja ganhou um cliente, no caso refrigerante, não. Quem vai ficar com o cliente é o concorrente.

O que ocorre é que inventam um monte de palavras bonitas, mas não aplicam o verdadeiro conceito delas. É muito bonito falar em "consultor de vendas", mas poucas empresas, verdadeiramente, possuem este tipo de profissional. A função do consultor (seja ele em qualquer área) é dar consulta. Ao dar consulta, você precisa estabelecer um diagnóstico. E, caso você não entenda a real necessidade de seu cliente (dar o diagnóstico), para que ser consultor de vendas? É como ir ao médico e falar para ele o nome da sua doença, o remédio que você quer e esperar apenas que ele faça a receita e cobre pela "consulta", afinal, ele tem que ter o foco do cliente. Consulta envolve ouvir, entender as reais necessidades das pessoas.

Descubra a necessidade do outro. Mostre a ele o que ele precisa. Transforme a sua necessidade em um desejo de compra. Seja feliz e faça o outro feliz.

Claudinet Antônio Coltri Júnior é consultor organizacional nas áreas de marketing, gestão de pessoas, coordenador e professor universitário e escreve em A Gazeta às quintas-feiras. E-mail: junior@coltri.com.br

Resumo da Semana

Am J Cardiol. 2006 Jan 15;97(2):281-6.

A new paradigm for post-cardiac event resistance exercise guidelines.

Adams J, Cline MJ, Hubbard M, McCullough T, Hartman J.

Baylor Jack and Jane Hamilton Heart and Vascular Hospital, Dallas, Texas, USA. jennya@baylorhealth.edu

Existing guidelines for resistance exercise in cardiac rehabilitation are vague and/or overly restrictive, limiting the ability of cardiac rehabilitation programs to help patients achieve their desired levels of daily activity in a timely manner after cardiac events. This study examines the illogical nature of the existing guidelines in relation to the activities of daily living patients are expected or required to carry out during the period of cardiac rehabilitation and the existing recommendations for dynamic exercise in cardiac rehabilitation. An improved method is proposed for prescribing resistance exercise in cardiac rehabilitation. A tool is presented that stratifies the risk associated with each of 13 common resistance exercises for 3 cardiac rehabilitation diagnosis groups (myocardial infarction [MI], pacemaker or implantable cardioverter defibrillator implantation, and coronary artery bypass graft surgery) that, if used in conjunction with blood pressure and heart rate measurements, will safely facilitate more efficacious resistance training in cardiac rehabilitation patients. In conclusion, changing the approach to resistance exercise in cardiac rehabilitation will accelerate patients' return to their desired levels of daily activity, improving patient satisfaction and decreasing cardiac rehabilitation program attrition.

Tema para mestrado e doutorado

O texto abaixo eu encontrei no blog do Márcio Gonçalves (Diário de um Doutorando. E diante de sua importância, achei interessante postar aqui também. É uma citação de Pedro Demo no livro Comunicação e Pesquisa, de Lucia Santaella.

“ é normal que a primeira impressão seja de perplexidade. Não sabemos por onde começar, sobretudo se nunca nos tínhamos metido antes do assunto. Todavia, é a situação normal de quem se julga pesquisador e não detentor de saber evidente e prévio. [...] Quem parte de evidências, nada tem a pesquisar . O processo de superação dessa perplexidade inicial é algo central na formação científica de uma pessoa”.

“Enfim, a indefinição inicial de um tema é normal, pois o que importa não é o seu modo de ser, mas a elaboração que deve ser realizada para que ele vá gradativamente ganhando concretude, precisão e determinação. Para isso, entretanto, o pesquisador deve se entregar aos estudos preliminares, sem os quais seria impossível caminhar da imprecisão para a definição”.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Frases

"Sucesso é acordar de manhã não importa quem você seja, onde esteja, se é velho ou se é jovem e sair da cama porque existem coisas importantes que você adora fazer, nas quais você acredita, em que você é bom. Algo que é maior que você, que você não aguenta esperar para fazer hoje" (Whit Hobbs, jornalista).

Boletim Brasileiro da Educação Física

Gostei tanto do Editorial do Boletim Brasileiro da Educação Física, que resolvi repassar aqui.

Boletim Brasileiro de Educação Física - ISSN 1806-2245
v. 7, n. 65, 31 de julho de 2007
Brasília - Distrito Federal - Brasil
Site: http://www.boletimef.org

Editorial

A Educação Física vem se popularizando cada vez mais, é quase a
"profissão da vez", temos acompanhando a abertura de dezenas de
cursos de graduação e um grande aumento no número de pessoas
interessadas por esta área acadêmica. Os hábitos de vida saudáveis
são amplamente divulgados e nunca se falou tanto em atividades
físicas e seus benefícios à saúde.
Penso que este é um momento importante para a Educação Física,
pois, mesmo depois de décadas de discussões ainda é comum
observarmos um afastamento entre os pesquisadores das chamadas área
da "saúde" e "humanas". Não é possível que não consigamos todos em
conjunto utilizar o conhecimento científico produzido em pró da
própria Educação Física e seu desenvolvimento!
Esta ação em conjunto é fundamental para uma ampla avaliação desse
crescimento e principalmente dos rumos que nossa área irá tomar.
Será que os mais de 600 cursos de graduação em Educação Física que
já temos no Brasil estão formando profissionais com um conhecimento
científico sólido? Será que estamos formando professores
competentes para o ensino em nossas escolas? Será mesmo que é
preciso uma formação acadêmica sólida de quatro anos para se
repetir gestos de "bodys" e suas variações? Até quando os livros
mais vendidos da área de Educação Física serão os manuais de
exercícios? Até quando o professor de Educação Física vai distrair
os alunos enquanto o restante dos professores realizam o "conselho
de classe"? Será que o currículo e o conhecimento de que trata a
Educação Física se resumi em quatro esportes?
Espero que estejamos todos preocupados com os rumos desse
crescimento, pois a cada curso de Educação Física que abre relembro
nossa clássica pergunta levantada por Vitor Marinho de Oliveira na
esperança que estejam ensinando "O que é Educação Física?" para que
possamos responder: Para onde vai a Educação Física?

Saudações acadêmicas,
Prof. Efrain Maciel e Silva
Editor do Boletim Brasileiro de Educação Física

Herói Guerreiro

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Ética

Abaixo, destaco alguns dos pontos que considero mais importantes do Código de Ética dos Profissionais de Educação Física:

Ao se regulamentar a Educação Física como atividade profissional, foi identificada, paralelamente à importância do conhecimento técnico e científico especializado [...].

[...] condições que lhes conferem qualidade, competência e responsabilidade, entendidas como o mais elevado e atualizado nível de conhecimento [...]

[...] educação efetiva, para promoção da saúde e ocupação saudável do tempo de lazer;

Assegurar a seus beneficiários um serviço profissional seguro, competente e atualizado [...];

manter o beneficiário informado sobre circunstâncias adversas que possam influenciar o desenvolvimento do trabalho [...];

[...] manter-se informado sobre pesquisas e descobertas técnicas, científicas [...];

Manter-se atualizado [...] no sentido de prestar o melhor serviço [...];

respeitar e fazer respeitar o ambiente de trabalho;

No relacionamento com os colegas de profissão, a conduta do Profissional de Educação Física será pautada pelos princípios de consideração, apreço e solidariedade [...] sendo-lhe vedado: fazer referências prejudiciais [...]; pactuar, em nome do espírito de solidariedade, com erro ou atos infringentes das normas éticas ou legais que regem a Profissão.

Veja o texto completo no site do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF).

Introdução

“Uma teoria pode ou não nascer diretamente de uma prática e ter ou não uma aplicação prática direta, mas não é a prática que permite determinar a verdade ou falsidade teórica e sim critérios internos à própria teoria (seja sua correspondência com as coisas teorizadas, seja a coerência interna de seus argumentos, seus raciocínios, suas demonstrações e suas provas, seja, enfim, a consistência lógica de suas significações). A prática orienta o trabalho teórico, verifica suas conclusões, mas não determina sua verdade ou falsidade” (Chaui, 2000. p. 199).


Desde que entrei na Faculdade de Educação Física, em meados de 1995, a quantidade e a importância do conhecimento científico relacionado à Educação Física, cresceu rapidamente. Novas pesquisas são desenvolvidas nas mais diferentes áreas relacionadas à iniciação esportiva, ao alto rendimento, à saúde, à estética e outros.

Ao mesmo tempo, parece haver uma lacuna entre esse aumento da produção do conhecimento científico, sua divulgação para a sociedade e sua aplicação prática (ou não). A prescrição e a orientação de exercícios físicos, atividades físicas, iniciação esportiva e treinamento, ainda sofre influências de filosofias empíricas, mitos e marketing.

A proposta deste Blog, não é de preencher este espaço, nem trazer respostas definitivas, mas de incentivar a busca, a reflexão e a divulgação destes novos conhecimentos, para profissionais de Educação Física, profissionais da saúde e para o público em geral. Bem como contribuir para reflexão da atuação profissional e da formação acadêmica do Profissional de Educação Física e divulgar notícias e outras informações relevantes.


Chaui, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.

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